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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

BOM LAZER_SP - Luz Ribeiro representa Brasil na Copa Mundial de Poesia na França

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Luz Ribeiro durante performance no Slam BR
Imagem: Reprodução/Leonardo Rogerio/Catraca Livre

por informações Jéssica Balbino Rede Catraca Livre

Poeta é a primeira mulher brasileira a vencer campeonato e representar Brasil no exterior 

Bom Lazer | Seu fim de semana começa aqui! - Desde 2012 a poeta Luz Ribeiro, de 28 anos, frequenta os slams – campeonatos de poesia falada – no Brasil, mas foi no último domingo (18), que foi campeã do Slam BR e conquistou uma vaga para representar o Brasil no Slam Nation et Coupe Du Monde, ou Copa do Mundo de Slam, na França, em 2017.

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Mas, para subir no pódio no Itaú Cultural e pegar o troféu de campeã brasileira de poesia, a trajetória não foi fácil. Luz Ribeiro sempre teve que lidar, diariamente, com vários preconceitos, que, segundo ela, contribuíram para a transformação de seus poemas, que versam sobre feminismo, ancestralidade, raça, ternura e periferia.

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Esta foi a primeira vez que uma mulher conquistou o título de campeã no Slam BR. Ao todo, seis poetas brasileiros já representaram o país na França, entre eles, apenas uma mulher: a criadora do slam no Brasil, Roberta Estrela D´Alva, que foi a primeira a viajar, porém, quando ainda não havia a seletiva e o campeonato em nível nacional.

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No Facebook, ela comemorou a vitória com uma foto do troféu. “Não temos só troféu de mister aviãozinho, aqui é voo de poesia e em maio voo prazoropa [sic] representar o Brasil no mundial de Poesia Falada na França. ‘Agradeço’ aos machistas, racistas, homofóbicos e preconceituosos, todas as merdas que um dia vocês me falaram virou adubo pra poesia florescer em mim. agradecimento maior a cada pessoa que me amou do jeitinho que eu sou, esses não me permitiram desistir (...)”.

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Para chegar à final no domingo, Luz Ribeiro enfrentou várias batalhas ao longo deste ano – de outro também, conforme contou – mas, chegou até o Slam BR representando o Slam da Roça, realizado em Franco da Rocha (SP), embora também tenha sido campeã no Menor Slam do Mundo.

E mesmo assim não foi fácil. Na última rodada, Luz empatou com a baiana Fabiana Lima, com quem foi para uma rodada de desempate e conseguiu a maior pontuação do júri.

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Em entrevista ao Catraca Livre, Luz Ribeiro falou sobre o caminho trilhado até conquistar o título de melhor poeta de poesia falada do ano. “No início da música ‘A vida é desafio”, do Racionais MCs, o [Mano] Brown diz: tem que acreditar, desde cedo a mãe da gente diz assim ‘Filho, por ser preto, você tem que ser duas vezes melhor’ e a minha mãe sempre me falou isso também. Eram várias conversas de frente pro espelho, eu e ela, e ela apontava para mim dizendo que eu era forte, que ia crescer. E não vou mentir, eu sempre fui muito insegura, mas graças a terapia e ao candomblé, eu tenho aprendido o poder que de fato as palavras possuem e cabe bem nas minhas palavras que a minha expectativa é a melhor possível. Ir lá [até a França] e fazer o melhor que a vida me ensinou a fazer, ir lá e mostrar a força que nós mulheres pretas e periféricas carregamos e mais que força, leveza e beleza”, disse.

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Frustração, Slam das Minas e representatividade
Todos os anos, Slams de diferentes cidades do Brasil realizam suas rodadas, elegendo um representante para o Slam BR, que acontece em dezembro. Em 2013, Luz Ribeiro deixou de estar na final por 0,1 de pontuação, em 2014, não competiu, mas foi em 2015 que ela se frustrou. Chegou ao Slam BR, mas sequer passou para a semifinal. “Foi muito frustrante para mim. Nenhuma mulher, com exceção de Catherine e Amanda, do Slam do Corpo, passaram para a segunda fase”, contou.

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E inspirada no Slam das Minas, que já acontecia no Distrito Federal, apenas com mulheres, ela uniu-se às amigas Mel Duarte, Carolina Peixoto, Renata Armelin, Pam Araújo e Juliana Vicentis e criou o Slam das Minas – SP. “O mesmo  nome com a intenção  de solidificar essa rede feminina e garantir que mais uma mulher conseguisse  a vaga para o  SLAM BR, pra nossa surpresa e alegria, essa final  estava repleta de mulheres, tanto que dentre os 6 poetas que chegaram na final  de ontem, três eram mulheres negras. Eu  queria ganhar, eu  me dediquei  para isso, eu  tenho  vivido  minha poesia diariamente. Nós mulheres negras merecemos o pódio, ontem  eu  trouxe o  troféu, mas tinha mais do  que o  meu  coração  pulsando  ali  em cima”, destacou.

Ao ser questionada sobre a representatividade que representa para outras mulheres justamente por ser mulher, negra, periférica, gorda e bissexual, Luz Ribeiro esclarece que acha importante. “Eu  acho  maravilhoso, porque são  bandeiras e mesmo  eu não  gostando  tanto  de bandeiras, faz-se necessário ter braços que a hasteiem. Sou sim mulher preta, periférica, gorda e me relaciono  também com mulheres, e é disso  que falo, porque é isso  que eu  vivo. Eu  acredito  na minha escrita, não  porque segue as normas, mas pela sinceridade que carrego e me alegra saber que tantas mulheres se identificam, se emocionam, se fortalecem com as minhas sensações. Os tais “rótulos” citados, estão  escassos nas grandes mídias, se for em  um único  elemento  então, nem se fala . Gosto  muito  de quando  alguém me olha e me diz que eu  a represento, mas eu espero  mais, espero  que minha vivência em forma de palavra de algum modo  cative outras tantas a se autorrepresentar”, enfatizou.

A poeta Luz Ribeiro
Antes autodenominada ‘garatujadora de palavras’, Luz Ribeiro só se reconheceu poeta há pouco tempo. Em 2013 lançou o livro “Eterno Contínuo”, pelo selo doburro e é coofundadora do Slam do Treze, que ocorre no Terminal de Santo Amaro, do Slam das Minas – SP e integra o coletivo Poetas Ambulantes, com quem faz poesias nos transportes públicos de São Paulo.

Sobre o Slam
Criado nos EUA no final da década de 1980, o Slam – ou poetry slam, spokens – foi incorporado ao Brasil em 2008 pela atriz, apresentadora, escritora, pesquisadora e slammer, Roberta Estrela D´Alva, que criou, junto com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos o ZAP! Slam. De lá para cá, o esporte de poesia falada se popularizou e atualmente somam-se mais de 30 no Brasil. No mundo todo já são mais de 500 comunidades que praticam a poesia falada.

No Slam BR deste ano 29 competidores de quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia disputaram a vaga para a França. Na chave final, no domingo, disputaram: Felipe Marinho, Deusa Poetisa, o casal Catharine e Cauê (Slam do Corpo), a baiana Fabiana Lima e o carioca Xamã.

A final teve transmissão simultânea pela internet e tradução em Libras.

Serviço – Mais informações sobre a poeta Luz Ribeiro podem ser obtidas pelo link: https://www.facebook.com/luzribeiropoesia/

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